domingo, 14 de agosto de 2016

Ó Deus! Ó Redentor! Ó Pai, e Amigo!

Nem sequer a saliva é meu sustento?
Os meus crimes, Senhor, confesso e choro.
Que farei de meus males no aposento?
Ó Deus! Ó Redentor! Ó Pai, e Amigo!
O meu ser, o meu nada é sombra, ou vento.
Aonde encontrarei paterno abrigo?
Se o não busco na fonte da Verdade,
De Ti mesmo, e de mim sendo inimigo.
Porque sofres a minha iniquidade?
De meus erros a máscara não tira?
Apaga, enfim, Senhor, tanta maldade;
Ah, não soltas do teu furor as iras?
Eis que eu durmo no pó… Se me buscares
Amanhã, já não sou, bem que me firas.
O Livro de Jó

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