Hope of Deliverance | Paul McCartney
I will always be hoping, hoping
You will always be holding, holding
My heart in your hand
I will understand
I will understand someday, one day
You will understand always, always
From now until then
When it will be right, I don’t
know
What it will be like, I don’t
know
We live in hope of deliverance
From the darkness that surrounds us
Hope of deliverance
Hope of deliverance
Hope of deliverance
From the darkness that surrounds us
And I wouldn’t mind knowing,
knowing
That you wouldn’t mind going,
going
Along with my plan
When it will be right, I don’t
know
What it will be like, I don’t
know
We live in hope of deliverance
From the darkness that surrounds us
Hope of deliverance
Hope of deliverance
Hope of deliverance
From the darkness that surrounds us
Hope of deliverance
Hope of deliverance
I will understand
Alguns temas cósmicos remontam a
tempos antigos, bem antigos. Na Bíblia, no Alcorão ou na Torá,
você obtém essas ideias muito profundas que também são bastante
primordiais. Uma delas é sobre como sair do escuro.
É verdade não só para nós, mas
para os animais, que vivem suas vidas olhando por cima dos ombros.
Acho que esse é um sentimento cósmico, o de que todos nós queremos
ser libertados de algo, do escuro, e esse é um tema muito
gratificante para uma canção. Você pode estar sentindo o peso de
todos os problemas do mundo, então deixe-me ajudá-lo, e é assim
que eu gostaria de fazer isso. Em essência, o enredo é esse.
“Libertação” (“deliverance”),
para mim, é uma palavra religiosa, uma palavra bíblica que você
ouve na igreja, e me alegra usá-la em um contexto laico – ou seja,
no contexto de uma canção de amor. Queremos libertação de todas
as trevas que nos cercam.
Sempre busco um pouco de paz e sossego
no sótão de minha casa, e foi lá que eu escrevi esta canção. O
acesso é por um alçapão com escadinha retrátil, que, depois de
fechado, ninguém mais sobe. Levei um violão Martin de doze cordas
comigo, com um capotasto, aquele grampo no braço da guitarra para
mudar o som. Assim, o som fica bem mais ressonante e me lembra o
tilintar do Natal e das igrejas. Pode ser que tenha sido isso que me
levou à ideia de esperança e libertação.
Há muitas imagens de nuvens,
escuridão, luz, tochas, velas e fogueiras. É tudo muito primevo.
“We live in hope of deliverance/ From the darkness that
surrounds us” – isso pode ser qualquer coisa. Para o
marinheiro no alto-mar, é literalmente a escuridão da noite e a
esperança de avistar um farol. Mas, principalmente para os
americanos, pode ser uma turbulência política, porque hoje em dia
tudo está muito polarizado, e estamos buscando uma saída para essa
escuridão. Do ponto de vista romântico, pode significar que você
não está se dando bem com seu parceiro ou parceira e precisa de
libertação. Que você está pensando de uma maneira e, de repente,
precisa mudar. Essa mudança pode ser desencadeada por um simples
interruptor em seu cérebro.
Quando estou em turnê com a minha
banda, cantamos esta canção em nossos ensaios com bastante
frequência. Em geral, nós a fazemos sem a bateria, como um momento
acústico, com toda a banda, menos Wix Wickens, o nosso tecladista.
Já o nosso baterista, Abe Laboriel, toca violão nela e canta em
harmonia comigo. Realmente gostamos de interpretá-la, mas não
entrou no set list principal. Pelo menos por enquanto.
Paul McCartney, em As Letras – 1956 até o presente

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