Hi, Hi, Hi
De Paul McCartney e Linda McCartney
Well when I met you at the station
You were standing with a bootleg in
your hand
I took you back to my little place
for a taste
Of a multicoloured band
We’re gonna get hi, hi, hi
The night is young
I’ll put you in my pocket, little
mama
Gonna rock it and we’ve only just
begun
We’re gonna get hi, hi, hi
With the music on
Won’t say bye-bye, bye-bye,
bye-bye, bye-bye
Til the night is gone
I’m gonna do it to you, gonna do
ya, sweet banana
You’ve never been done
We’re going to get hi, hi, hi
In the midday sun
Well well take off your face
Recover from the trip you’ve been
on
I want you to lie on the bed
Getting ready for my polygon
I’m gonna do it to you, gonna do
ya, sweet banana
You’ve never been done
Yes so like a rabbit, gonna grab it
Gonna do it til the night is done
We’re gonna get hi, hi, hi
With the music on
Won’t say bye-bye, bye-bye,
bye-bye, bye-bye
Til the night has gone
I’m gonna do it to you, gonna do
ya, sweet banana
You’ve never been done
We’re gonna get hi, hi, hi
We’re going to get hi, hi, hi
We’re going to get hi, hi, hi
In the midday sun
Hi, hi, hi
Hi, hi, hi
Hi, hi, hi
In the midday sun
O dramaturgo do absurdo Alfred Jarry
aparece em algumas de minhas canções, incluindo “Maxwell’s
Silver Hammer”. Ele era uma figuraça, e seus escritos eram muito
divertidos. Conheci o trabalho dele numa produção de rádio da peça
Ubu Cocu, continuação da mais famosa Ubu Rei. Isso
foi na época em que estávamos compondo o material do álbum Sgt.
Pepper. Um dos protagonistas de Ubu Cocu é um personagem
chamado Achras, o criador de “poliedros”. É por isso que utilizo
o termo “polígono” nesta canção. “Hi, Hi, Hi” foi banida
pelos nossos amigos da BBC por ser sexualmente sugestiva. Devem ter
pensado que eu cantava “body gun” (“pistola corporal”)
em vez de “polygon” (“polígono”). Não sei bem ao
certo qual das duas opções é mais sugestiva.
Por sinal, a ideia de “I met you
at the station” é bem comum na tradição do blues:
Yeah, when the train left the
station
It had two lights on behind
Whoa, the blue light was my baby
And the red light was my mind
Esses versos pertencem a “Love in
Vain”, a canção de Robert Johnson que ganhou uma cover dos
Rolling Stones em 1969, três anos antes de “Hi, Hi, Hi” ser
lançada.
A referência ao bootleg remonta à
visita que recebemos em nossa fazenda na Escócia de um sujeito que
veio de Norman, Oklahoma. Esse cara apareceu um dia com um LP de
vinil numa sacola – feita de estopa – que era, anunciou ele, um
bootleg, ou disco pirata. Então é provável que fosse nisso
que eu estivesse pensando ao começar a canção.
Então temos a expressão “get
hi, hi, hi”, dar oi, que faz trocadilho com “get high,
high, high”, ficar alto. Devo confessar que isso tem um certo
humor atrevido. É certo que a BBC pensou assim. Acontece que nessa
época todo mundo estava ficando “alto” no sentido de
“cha-pa-do”. Todo mundo fumava maconha. Até fomos presos por
cultivá-la em nossa fazenda na Escócia. Claro, também pode se
referir a ficar alto com uma droga legalizada, como o álcool.
Aqui o ponto principal é que sexo e
drogas são dois elementos básicos do rock’n’roll. Mais do que
isso, esse é um gênero que reconhece abertamente o sexo e as drogas
como diversão.
As pessoas me dizem: “Uau, meu Deus,
como você faz isso?”. E eu respondo: “Sexo e drogas” – o que
não é verdade, estritamente falando, mas tem seu fundo de verdade.
Uma das características que mantêm a vitalidade do rock’n’roll
é que ele acalenta possibilidades de transgressão – ou aquilo que
em geral é considerado transgressão.
Paul McCartney, em As Letras – De 1956 até o presente

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