Meu coração desnudo
1.
Da evaporação e da centralização do Eu. Nisso está tudo. De um certo deleite sensual na companhia dos extravagantes.
(Posso começar Meu coração desnudo não importa onde, não importa como, e dar-lhe continuidade dia a dia, segundo a inspiração do dia e da circunstância, desde que seja viva a inspiração.)
2.
O primeiro a chegar, desde que consiga ser divertido, tem o direito de falar de si.
Meu coração desnudo
3.
Compreendo que se abandone uma causa para saber o que se experimentará ao servir a outra.
Talvez fosse agradável ser alternadamente vítima e carrasco.
Charles Baudelaire, em Prosa – Diários
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