O
vaqueiro é um homem apartado. “Perdido nos arrastadores e
mocambos”, sua faina, em última redução, é um exercício de
poucos. É o homem a cavalo, duzindo a multiplicar presença, pois de
raros braços e torto espaço se faz sua ágil liberdade.
Dois
vaqueiros que se encontram, falam em nome de regiões.
Mesmo
quando se convidam, no mutirão bulhento, na solidariedade dos
rodeios, vaquejadas, fechações ou ajuntas, “congregando-se a
vaqueirama das vizinhanças”, ou se reúnem nas alegres assembleias
das festas e rezas, ou se encontram à beira dos curralões das
feiras, ou quando transportam consideráveis boiadas, andarem por
vinte, trinta, já dará fato incomum.
Guimarães Rosa, em Pé-duro, chapéu-de-couro
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