“Nunca fui aquilo que minha Mãe chamava de ‘tipo popular variado’. Fazendo amigos com facilidades. Sempre fui de círculo fechado.
Os amigos, nunca os fiz sem dificuldades. Nunca consigo preservá-los sem esforços. O meu temperamento afasta as amizades fáceis. O conceito que faço de amizade determina a limitação do número de meus amigos.
No entanto, eles são necessários. Essenciais. Constituem parte de mim. Entrego-me às amizades sem discrição nem prudência, gesto largo de credibilidade. Embora exigente e ciosa com as amizades, não as enfrento com um pé na frente e outro atrás. Não entendo amizade que não seja absoluta, para o que der e vier; nos bons e maus momentos, vencendo provas, desafiando distâncias e tempo”.
Dorian Jorge Freire, jornalista mossoroense. Trecho inicial da crônica Os amigos
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