quinta-feira, 21 de abril de 2011


“– Não interrompendo... Como é que se tem saudade dessa terra infernal?
 – Moço, sertanejo não se adoma no brejo. O sertão é pra nós como homem malvado pra mulher: quanto mais maltrata, mais se quer bem. Aperreia, bota pra fora e, na primeira fuga, se volta em cima dos pés.
E levantando-se para fechar a porta:
- E foi a seca que me deu coragem. Porque saber sofrer, moço, isso é que é ter coragem”.
José Américo de Almeida, in A Bagaceira

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