Ao entardecer no mato, a casa entre
bananeiras, pés de manjericão e
cravo-santo,
aparece dourada. Dentro dela,
agachados,
na porta da rua, sentados no fogão,
ou aí mesmo,
rápidos como se fossem ao Êxodo,
comem
feijão com arroz, taioba,
ora-pro-nobis,
muitas vezes abóbora.
Depois, café na canequinha e pito.
O que um homem precisa pra falar,
entre enxada e sono: Louvado seja
Deus!
Adélia Prado, em Bagagem
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