Vamos tomar chá das cinco e eu te
conto minha grande história passional, que guardei a sete chaves, e
meu coração bate incompassado entre gaufrettes. Conta mais
essa história, me aconselhas como um marechal do ar fazendo
alegoria. Estou tocada pelo fogo. Mais um roman à clé?
Eu nem respondo. Não sou dama nem
mulher moderna.
Nem te conheço.
Então:
É daqui que eu tiro versos, desta
festa – com arbítrio silencioso e origem que não confesso – com
quem apaga seus pecados de seda, seus três monumentos pátrios, e
passa o ponto e as luvas.
Ana Cristina César, em A Teus Pés
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