O
primeiro amor já passou
o
segundo amor já passou
como
passam os afluentes
como
passam as correntes
que
desencontram do mar
Como
qualquer atitude
também
passa a juventude
que
nem findou de chegar
O
primeiro amor já passou
o
segundo amor já passou
como
passam os espelhos
como
passam os conselhos
ilusões
de pedra e cal
Como
passam os perigos
e
tantos muitos amigos
sem
deixar nenhum sinal
O
primeiro amor já passou
o
segundo amor já passou
como
passam as gaivotas
as
vitórias as derrotas
fantasias
carnavais
as
inocências perdidas
como
passam avenidas
corredores
temporais
A
correnteza dos rios
como
passam os navios
que
a gente acena do cais.
Cacaso, em Poesia marginal – Antologia poética
Nenhum comentário:
Postar um comentário