Atravessei
esse rio –
o
rio da minha infância.
Escapei
de várias mortes
nos
remansos de suas águas
das
corredeiras invernais.
A
enchente adentrava
pelas
partes dos baixios
para
alegria da meninada
e
desespero dos demais.
Passa
boi, passa boiada,
passam
cobras e garranchos
e
as canoas singrando,
com
mercadorias e gentes
de
uma margem à outra.
A
lua já não refletia
naquelas
águas tão barrentas.
O
mundo cabe num rio,
esse
mundo que transborda.
O
meu coração menino
projeta
de novo essas águas
do
rio da minha infância.
A
saudade não se aperreia
quando
visível
as
águas do seu passado.
Elilson José Batista, em Alumbramentos
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